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sexta, 18 setembro 2026 16:33

CASTRO DAIRE - A NOSSA TERRA, AS NOSSAS GENTES

Escrito por 

PASTELARIA CHARME

Dos meus muitos quilómetros de escrita, vídeo e áudio que tenho posto no mundo, reportando-me a CASTRO DAIRE e às NOSSAS GENTES, injusto seria esquecer os estabelecimentos de porta aberta ao público que  prestam  os seus serviços à comunidade e por mim frequentados, esporádica ou frequentemente.

Sem TítuloNão vou lembrar todos, mas muito injusto seria ficar-me só pelo vídeo que alojei no YOUTUBE entrevistando o casal que, há muitos anos, tem a responsabilidade de gerir a PASTELARIA CHARME, ali, próximo dos PAÇOS DO CONCELHO, onde esteve, outrora a CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS.

Um casal simpático, o Senhor Luís e a D. Graça, têm sido os responsáveis pelo fornecimento do meu  «pequeno-almoço» há um bom par de anos. E, dessa forma, tratando da minha alimentação física, a eles devo, seguramente,  parte da minha  alimentação e «saúde mental».

A forma como ambos atendem o público em geral  deixo eu que a classifiquem os demais clientes, pois estas linhas reportam-se diretamente ao orgulho que lhes brilhou nos olhos quando me falaram da sua filha LETÍCIA, recém formada em COMUNICAÇÃO SOCIAL

Um pormenor que merece passar a letra redonda, passar a escrito, não ficar só em vídeo, em áudio, pois, apegado que estou à defesa e divulgação dos valores familiares e sociais, como poderia eu não dar destaque a esse gesto afetivo, semelhantemente, a tantos outros pais que depositam confiança nos seus filhos e para eles esperam o melhor dos mundos?

Disse o casal que eu era bem-ido ao seu espaço comercial, ali, onde tenho feito escritório da parte da manhã, depois de tomar pequeno-almoço, sempre que tenho de escrever algo de interesse individual, social e comunitário, digno de subir aos meus TRILHOS SERRANOS, espaço onde não tomam assento banalidades e coisas fúteis, um  «prestigiado espaço» de comunicação, assim classificado numa crónica com a chancela da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.

CHARME-2E o caso é que,  tendo vindo à colação uma eventual entrevista à minha pessoa pensada  pela sua filha Letícia , eu perguntei porquê eu? Respondeu o senhor Luís lembrando a minha condição de HISTORIADOR e de PROFESSOR que fui de muitos alunos, nesta terra. E  a Dona Graça acrescentou  eu ser «uma pessoa emblemática do nosso concelho».

Bondade e simpatia de ambos, mas o «parecer» do casal, e o brilho dos seus olhos ao falar na filha LETÍCIA transportou-me, num instante, para a minha meninice/juventude e ver nos olhos do meu pai, SALVADOR DE CARVALHO,  o orgulho que ele tinha no filho, chamando-me  para colocar em letra cursiva  primária (eu tinha feito somente o ensino primário) o que ele ditava para, em carta e envelope timbrados com o seu nome, seguido de CUJÓ e CASTRO DAIRE, partir  pelo correio, com destino ao Porto ou a Lamego. tratando de negócios ligados a  «CARNES FUMADAS» (ver reconstituição de envelope e subscrito mais abaixo)  

SALVADOR DE CARVALHO

TSALVADOR DE CARVALHO-2empos diferentes, pessoas diferentes, mas os mesmos gestos afetivos dos pais esperançados no sucesso dos filhos. E os filhos, naturalmente, empenhados em não envergonhar os progenitores. Eu ainda dei o prazer ao meu pai de confirmar que o menino que lhe escrevia as cartas ligadas ao «negócio de carnes fumadas», em letra cursiva primária,  escreveu e publicou alguns livros levando longe o nome de CUJÓ e de CASTRO DAIRE.  

Ele já tinha feito isso, pois esses topónimos estavamimpressos  nos envelopes que seguiam para Lamego e para o  Porto. Eu mais não fiz que dar-lhe continuidade, alargando a área geográfica da divulgação,  levando o nome de CUJÓ  e de CASTRO DAIRE, para lá das das cidades citadas.

Por isso, sabendo que a LETÍCIA, filha do casal gerente da PASTELARIA CHARME  (casal amigo) se tinha formado em comunicação social, disse que  era «bem-vinda»  pois, sendo de cá, conhecendo as realidades locais,  «todos somos poucos» para levar longe o nome das nossas terras, das nossas gentes, da nossa história, da nossa cultura, usos e costumes. Algo identitário que não desapareça na globalização, na generalização e na abstração «digital»,  levado pelos ventos da modernidade. Algo que signa o lema: «nem tudo o que é velho é mau e nem tudo o que é novo é bom». 

link do vídeo PASTELARIA CHARME 

https://www.youtube.com/watch?v=_kHx1PdtYGo&t=76s

 

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.