Não vou lembrar todos, mas muito injusto seria ficar-me só pelo vídeo que alojei no YOUTUBE entrevistando o casal que, há muitos anos, tem a responsabilidade de gerir a PASTELARIA CHARME, ali, próximo dos PAÇOS DO CONCELHO, onde esteve, outrora a CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS.
Um casal simpático, o Senhor Luís e a D. Graça, têm sido os responsáveis pelo fornecimento do meu «pequeno-almoço» há um bom par de anos. E, dessa forma, tratando da minha alimentação física, a eles devo, seguramente, parte da minha alimentação e «saúde mental».
A forma como ambos atendem o público em geral deixo eu que a classifiquem os demais clientes, pois estas linhas reportam-se diretamente ao orgulho que lhes brilhou nos olhos quando me falaram da sua filha LETÍCIA, recém formada em COMUNICAÇÃO SOCIAL
Um pormenor que merece passar a letra redonda, passar a escrito, não ficar só em vídeo, em áudio, pois, apegado que estou à defesa e divulgação dos valores familiares e sociais, como poderia eu não dar destaque a esse gesto afetivo, semelhantemente, a tantos outros pais que depositam confiança nos seus filhos e para eles esperam o melhor dos mundos?
Disse o casal que eu era bem-ido ao seu espaço comercial, ali, onde tenho feito escritório da parte da manhã, depois de tomar pequeno-almoço, sempre que tenho de escrever algo de interesse individual, social e comunitário, digno de subir aos meus TRILHOS SERRANOS, espaço onde não tomam assento banalidades e coisas fúteis, um «prestigiado espaço» de comunicação, assim classificado numa crónica com a chancela da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.
E o caso é que, tendo vindo à colação uma eventual entrevista à minha pessoa pensada pela sua filha Letícia , eu perguntei porquê eu? Respondeu o senhor Luís lembrando a minha condição de HISTORIADOR e de PROFESSOR que fui de muitos alunos, nesta terra. E a Dona Graça acrescentou eu ser «uma pessoa emblemática do nosso concelho».
Bondade e simpatia de ambos, mas o «parecer» do casal, e o brilho dos seus olhos ao falar na filha LETÍCIA transportou-me, num instante, para a minha meninice/juventude e ver nos olhos do meu pai, SALVADOR DE CARVALHO, o orgulho que ele tinha no filho, chamando-me para colocar em letra cursiva primária (eu tinha feito somente o ensino primário) o que ele ditava para, em carta e envelope timbrados com o seu nome, seguido de CUJÓ e CASTRO DAIRE, partir pelo correio, com destino ao Porto ou a Lamego. tratando de negócios ligados a «CARNES FUMADAS» (ver reconstituição de envelope e subscrito mais abaixo)

T
empos diferentes, pessoas diferentes, mas os mesmos gestos afetivos dos pais esperançados no sucesso dos filhos. E os filhos, naturalmente, empenhados em não envergonhar os progenitores. Eu ainda dei o prazer ao meu pai de confirmar que o menino que lhe escrevia as cartas ligadas ao «negócio de carnes fumadas», em letra cursiva primária, escreveu e publicou alguns livros levando longe o nome de CUJÓ e de CASTRO DAIRE.
Ele já tinha feito isso, pois esses topónimos estavamimpressos nos envelopes que seguiam para Lamego e para o Porto. Eu mais não fiz que dar-lhe continuidade, alargando a área geográfica da divulgação, levando o nome de CUJÓ e de CASTRO DAIRE, para lá das das cidades citadas.
Por isso, sabendo que a LETÍCIA, filha do casal gerente da PASTELARIA CHARME (casal amigo) se tinha formado em comunicação social, disse que era «bem-vinda» pois, sendo de cá, conhecendo as realidades locais, «todos somos poucos» para levar longe o nome das nossas terras, das nossas gentes, da nossa história, da nossa cultura, usos e costumes. Algo identitário que não desapareça na globalização, na generalização e na abstração «digital», levado pelos ventos da modernidade. Algo que signa o lema: «nem tudo o que é velho é mau e nem tudo o que é novo é bom».
link do vídeo PASTELARIA CHARME
https://www.youtube.com/watch?v=_kHx1PdtYGo&t=76s